Dependência Química

A dependência química é tida como uma doença crônica, que comumente atinge indivíduos que fazem o uso constante de determinadas drogas. Por não conseguir conter o vício, o portador desse tipo de distúrbio tem a sua vida psíquica, emocional, física e social afetada.

As substâncias que atuam no Sistema Nervoso Central, alterando a forma de pensar, agir ou sentir do indivíduo, são denominadas drogas psicoativas. As substâncias psicoativas tendem a causar desequilíbrio no processamento neuroquímico do organismo, levando à dependência. A motivação pelo seu uso engloba diversos fatores que vão da simples curiosidade a uma busca imediata de prazer ou alívio de sintomas; contudo, a maioria desconhece ou desacredita no potencial dessas drogas em causar dependência.

A dependência a uma droga é caracterizada pelo descontrole do indivíduo no uso da substância, que aos poucos o desintegra da sociedade. Fatores relacionados à própria droga, até uma predisposição genética e doenças psiquiátricas pré-existentes, podem levar algumas pessoas a um quadro de dependência.

Com o objetivo de sentir novamente os sintomas de prazer, ou ainda, para eliminar o mal-estar que se sente quando há interrupção da droga, o indivíduo tende a repetir o uso daquela substância. Os sintomas de desconforto são designados “Síndrome de Abstinência”, que tendem a surgir a cada vez que o indivíduo cessar o uso da droga. A “tolerância à droga” leva ao consumo de doses cada vez maiores, no intuito de obter os mesmos sintomas promovidos em doses que antes eram menores.

Outro fator associado à dependência química é a fissura, caracterizada pela vontade incontrolável de fazer o uso da droga a qualquer hora do dia ou noite.

O tratamento da dependência é baseado no uso de medicações a depender de cada caso e acompanhamento por equipe multiprofissional. Muitas vezes é necessário o internamento para que o paciente se distancie do contato com as substâncias psicoativas.

Deixe um comentário